A biblioteca da escola Presidente Vargas procura estimular o hábito e o prazer da leitura, através do contato de seus alunos com os livros e da hora do conto, imergindo-os no mundo da leitura, desenvolvendo imaginação e criatividade. Também busca apoiá-los na aprendizagem e na aquisição de várias aptidões, entre elas autonomia, responsabilidade e criticidade.
A hora do conto trouxe a história: O Natal do Carteiro
Quando chega a época de Natal, o Papai Noel não é o único a arrancar os cabelos abarrotado de tantas tarefas. O Carteiro também trabalha em dobro para entregar todos os bons votos e desejos de felicidade - e alguns presentes também.
Pois neste livro ele visita alguns personagens de contos de fadas tradicionais para lhes entregar a correspondência natalina - os ursinhos recebem um postal da Cachinhos Dourados; a Chapeuzinho Vermelho ganha do Lobo Mau uma carta com um jogo de tabuleiro; ao Humpty Dumpty chega um cartão com um quebra-cabeça enviado pelos Cavaleiros do Rei; o Homem Biscoito é presenteado com um almanaque e um livrinho de sabedorias; e até o Lobo Mau, mais um que adora o Natal, foi visitado pelo nosso amigo.
Mas a grande tarefa do Carteiro nessa época do ano - como ninguém parou para pensar nisso? - é auxiliar a própria família Noel, fazendo chegar à sua fábrica os milhares de pedidos das crianças. Assim, ele também passa por lá, para deixar as suas cartas, e de quebra ainda ganhar um presente, que carteiro também merece.
Ao acompanhar a história do Carteiro, as crianças encontram os envelopes recheados de cartas, cartões e presentinhos - como jogos e livros - e aprendem a manter uma tradição milenar que, mesmo com o avanço dos contatos via telefone e principalmente da correspondência eletrônica, nunca perderá a sua função.
Os alunos se divertiram muito com as cartinhas que faziam parte do livro e principalmente com o cartão que o carteiro recebeu da família Noel.
Após ouvirem a história cada criança criou sua cartinha para desejar felicitações a amigos e parentes, mas alguns alunos aproveitaram para fazer pedidos ao Papai Noel ...
A história escolhida para está semana é "Tem um lobo no meu quarto" e mexe com o imaginário e com os medos da criançada...
Beto gostava muito de
ouvir histórias antes de dormir principalmente as que falavam em lobo... Certa
noite sua mãe esquece o livro de histórias no quarto de Beto e então ele recebe
visitantes muito inesperados: os lobos da história que ele acabara de ouvir
saíram do livro e vieram parar no quarto dele. E eles estão famintos. Para não
virar comida, Beto acaba envolvendo personagens de outras histórias numa grande
confusão. Até a Cinderela deixa de ir ao baile por causa dele! As crianças adoraram o livro que possui figuras tridimensionais e também aproveitaram para contar um pouco de seus medos. Após ouvirem a história foram convidados a escreverem suas histórias sobre seus medos... Todos se empenharam muito para escreverem suas histórias...
Professora Maria Lúcia auxiliando seus alunos de A10 nas escritas das histórias de sua turma:
Durante essa semana iniciamos a hora do conto falando um pouco dos costumes gaúchos com a lenda da erva mate.
Depois a história escolhida foi Frida e o Chimarrão. A história se passa no inverno frio de em fazenda gaúcha e conta como o chimarrão aquece o coração do nosso povo.
As crianças ouviram a história e após receberam uma folha onde deveriam desenhar um gaúcho ou prenda segurando seu chimarrão, as crianças colaram erva mate na cuia.
Está é a história de Mimosa, uma vaca que andava triste e deprimida, pois achava não ter nada de especial como as outras vacas da fazenda onde morava... Mas, em uma certa manhã as coisas mudaram para a Mimosa: ela havia botado um OVO!!! Por causa deste fato Mimosa ficou muito famosa, mas também arranchou confusão... Quer saber mais? Vá até a biblioteca que contaremos o resto da história...
A história foi contado com auxílio de figuras:
Após ouvirem a história e conversar a respeito, as crianças fizeram um fantoche da Mimosa e inventaram várias histórias com ele.
É uma das lendas mais populares do Brasil,
principalmente na região sul. Diz a lenda que um fazendeiro ordenou que um
menino, seu escravo, fosse pastorear seus cavalos. Após um tempo, o menino
voltou e o fazendeiro percebeu que faltava um cavalo: o baio.
Como castigo o fazendeiro chicoteou o menino até sangrar e mandou que ele fosse
procurar o cavalo que faltava. O garoto conseguiu achar baio, porém não
conseguiu capturá-lo, então, o fazendeiro o castigou mais ainda, prendendo-o em
um formigueiro. No dia seguinte, o fazendeiro se deparou com o menino sem
nenhum ferimento, a virgem Maria do seu lado e o cavalo baio. Após o
fazendeiro ter pedido perdão, o menino nada respondeu, montou em baio e saiu a
galope.
Na versão da lenda escrita por João Simões Lopes Neto,
o protagonista é um menino muito negro e pequeno, escravo de um estancieiro
muito mau; este menino não tinha padrinhos nem nome, sendo conhecido
como Negrinho, e se dizia afilhado da Virgem Maria. Após perder uma
corrida e ser cruelmente punido pelo estancieiro, o Negrinho caiu no sono, e
perdeu o pastoreio. Ele foi castigado de novo, mas depois achou o pastoreio,
mas, caindo no sono, o perdeu pela segunda vez. Desta vez, além da surra, o
estancieiro jogou o menino sobre um formigueiro, para que as formigas o
comessem, e foi embora quando elas cobriram o seu corpo. Três dias depois, o
estancieiro foi até o formigueiro, e viu o Negrinho, em pé, com
a pele lisa, e tirando as últimas formigas do seu corpo; em frente a
ele estava a sua madrinha, a Virgem Maria, indicando que o Negrinho agora
estava no céu. A partir de então, foram vistos vários pastoreios, tocados por
um Neguinho, montado em um cavalo baio.
CURIOSIDADE: Desde aí o Negrinho do Pastoreio ficou sendo o achador das coisas extraviadas. E não cobra muito: basta acender um toquinho de vela ou atirar num cano qualquer naco de fumo.
COBRA HONORATO
Numa tribo da Amazônia, algo inusitado aconteceu uma índia
engravidou de uma cobra grande, uma boiuna, após um banho de rio.
Passados nove meses, a índia deu a luz à duas crianças, na verdade duas
cobrinhas.
As duas cobras cresceram livremente pela mata e pelo rio. Viviam sempre juntas.
Os índios deram-lhe os nomes de: Cobra Honorato (para o menino) e Maria
Caninana (para a menina)
Com o passar do tempo as diferenças entre as duas cobras foram ficando cada vez
mais evidentes. Cobra Honorato era mais forte e bom, nunca fazia mal a ninguém,
sempre estava pronto para ajudar, salvou muita gente de morrer afogada.
Com freqüência, Cobra Honorato vinha visitar a mãe na aldeia. Saia sempre no
meio da noite e sob a luz do luar tirava seu couro de cobra e se transformava
em um bonito rapaz. Ainda pela madrugada, antes do último canto do galo,
Honorato metia-se novamente dentro do seu couro de cobra e mergulhava de volta
no rio, voltando a ser a Cobra Honorato.
Já Maria Caninana era violenta e má. Afundava as embarcações, matava os
náufragos, atacava os pescadores, feria os peixes. Jamais procurou a sua mãe.
Para desfazer o encanto sofrido pela Cobra Honorato, alguém de coragem teria
que encontrar a cobra grande e colocar leite materno em sua boca. Após isso
Honorato se transformaria em homem para sempre.
Muitos com pena de Honorato quiseram tentar desfazer o encanto, mas tinham medo
quando o viam transformado em cobra.
Até que um dia um soldado, que fez amizade com Honorato enquanto estava
transformado em homem, criou coragem e venceu o encanto. Enquanto a cobra
grande dormia ele derramou leite materno em sua boca. Assim o encanto foi quebrado, e Honorato viveu
por muitos anos.
Baseado em : Cobra Honorato, Mauricio de Sousa
A história também foi contada com auxílio de fantoche:
O BOTO
Ao cair da noite na Amazônia, o boto cor-de-rosa deixa os rios e
transforma-se em um lindo e sedutor rapaz, que sai em busca de uma garota para
namorar. Além de galante e sedutor, o boto dança como ninguém e enfeitiça as
meninas indefesas. De madrugada, o namorador volta para o rio, onde se
transforma de novo em boto. Essa é uma lenda contada na floresta amazônica para
explicar por que tantas meninas têm filhos sem pai: são todos filhos do boto.
Eu e meu papai foi a história escolhida para essa semana.
As professoras trabalharam os diferentes tipos de famílias e o papel do pai.
Como lembrança para as famílias os alunos fizeram um cartão com uma forma bem diferente...
Confira: