A biblioteca da escola Presidente Vargas procura estimular o hábito e o prazer da leitura, através do contato de seus alunos com os livros e da hora do conto, imergindo-os no mundo da leitura, desenvolvendo imaginação e criatividade. Também busca apoiá-los na aprendizagem e na aquisição de várias aptidões, entre elas autonomia, responsabilidade e criticidade.
Durante a semana das crianças os alunos ouviram na hora do conto aqui na biblioteca a história do gato Massamê:
Massamê era um gato amarelo rajado, desses que parecem filhote de tigre. Mas tinha uma coisa que ninguém sabia. É que ele não enxergava bem de longe. Massamê foi adotado por Luíza uma menina que levou o gatinho para sua casa, lhe deu leite e uma almofada bem macia. Certa vez, no jardim, ele se encantou por uma borboleta vermelha e saiu atrás dela até que se afastou da casa de Luiza ... O gato passou por muitos lugares e de uma forma inesperada encontrou o caminho de volta pra casa...
A história de Massamê despertou a curiosidade dos alunos, que se divertiram com o que o gato via e principalmente com o desfecho da história quando ele conhece a fadinha Missimi.
Após ouvirem a história, as crianças foram convidadas a confeccionarem um óculos para brincar e ver o mundo de uma maneira diferente, assim como Massamê.
Durante essa semana iniciamos a hora do conto falando um pouco dos costumes gaúchos com a lenda da erva mate.
Depois a história escolhida foi Frida e o Chimarrão. A história se passa no inverno frio de em fazenda gaúcha e conta como o chimarrão aquece o coração do nosso povo.
As crianças ouviram a história e após receberam uma folha onde deveriam desenhar um gaúcho ou prenda segurando seu chimarrão, as crianças colaram erva mate na cuia.
Conta a lenda da Erva–Mate que um velho guerreiro guarani
vivia triste em sua cabana pois já não podia mais sair para as guerras, nem
mesmo para caçar e pescar, vivendo só com sua linda filha Yari, que o tratava
com muito carinho, conservando-se solteira para melhor dedicar-se ao pai.
Um dia, Yari e seu pai receberam a visita de um viajante que
pernoitou na cabana recebendo seus melhores tratos. A jovem cantou para que o
visitante adormecesse e tivesse um sono tranqüilo, entoando um canto suave e
triste.
Ao amanhecer, o viajante confessando ser enviado de Tupã,
quis retribuir-lhes a hospitalidade dizendo que atenderia a qualquer desejo,
mesmo o mais remoto. O velho guerreiro, sabendo que sua jovem filha não se
casara para não abandoná-lo, pediu que lhe fosse devolvidas as forças, para que Yari se tornasse livre.
O mensageiro de Tupã entregou ao velho um galho de árvore de
Caá, ensinando-lhe a preparar uma infusão que lhe devolveria
todo o vigor.
Transformou ainda Yari, em deusa dos ervais e protetora da raça Guarani, sendo
chamada de Caá-Yari, a deusa da erva-mate. E assim, a erva foi usada por todos
os guerreiros da tribo, tornando-os mais fortes e valentes.
Quando os espanhóis por aqui chegaram, encontraram os índios
guaranis dóceis e receptivos, já então utilizando uma bebida que sorviam em
cabaças por meio de um canudo, preparada, com folhas de uma árvore nativa da
região – chamada cáa – dizendo que esta lhes havia sido dada pelo deus Tupã. De
imediato os espanhóis adquiriram este hábito e passaram a tomar a erva-mate,
desde os soldados até oficiais, sem distinção de classes sociais.
A erva-mate, tradicional e salutar hábito do Rio Grande do
Sul, é um símbolo da hospitalidade do gaúcho, que oferece sempre a qualquer
visitante. Atualmente, é bebido em uma cuia onde depositamos um pouco de
erva-mate já moída e de onde sorvemos o líquido (água quente sem ferver),
através de uma bomba de metal.
O costume de tomar erva-mate está bastante difundido, tanto
no meio rural como no urbano e faz parte da vida do gaúcho desde o amanhecer
até a noite, quando encerra suas tarefas do dia.
Está é a história de Mimosa, uma vaca que andava triste e deprimida, pois achava não ter nada de especial como as outras vacas da fazenda onde morava... Mas, em uma certa manhã as coisas mudaram para a Mimosa: ela havia botado um OVO!!! Por causa deste fato Mimosa ficou muito famosa, mas também arranchou confusão... Quer saber mais? Vá até a biblioteca que contaremos o resto da história...
A história foi contado com auxílio de figuras:
Após ouvirem a história e conversar a respeito, as crianças fizeram um fantoche da Mimosa e inventaram várias histórias com ele.
É uma das lendas mais populares do Brasil,
principalmente na região sul. Diz a lenda que um fazendeiro ordenou que um
menino, seu escravo, fosse pastorear seus cavalos. Após um tempo, o menino
voltou e o fazendeiro percebeu que faltava um cavalo: o baio.
Como castigo o fazendeiro chicoteou o menino até sangrar e mandou que ele fosse
procurar o cavalo que faltava. O garoto conseguiu achar baio, porém não
conseguiu capturá-lo, então, o fazendeiro o castigou mais ainda, prendendo-o em
um formigueiro. No dia seguinte, o fazendeiro se deparou com o menino sem
nenhum ferimento, a virgem Maria do seu lado e o cavalo baio. Após o
fazendeiro ter pedido perdão, o menino nada respondeu, montou em baio e saiu a
galope.
Na versão da lenda escrita por João Simões Lopes Neto,
o protagonista é um menino muito negro e pequeno, escravo de um estancieiro
muito mau; este menino não tinha padrinhos nem nome, sendo conhecido
como Negrinho, e se dizia afilhado da Virgem Maria. Após perder uma
corrida e ser cruelmente punido pelo estancieiro, o Negrinho caiu no sono, e
perdeu o pastoreio. Ele foi castigado de novo, mas depois achou o pastoreio,
mas, caindo no sono, o perdeu pela segunda vez. Desta vez, além da surra, o
estancieiro jogou o menino sobre um formigueiro, para que as formigas o
comessem, e foi embora quando elas cobriram o seu corpo. Três dias depois, o
estancieiro foi até o formigueiro, e viu o Negrinho, em pé, com
a pele lisa, e tirando as últimas formigas do seu corpo; em frente a
ele estava a sua madrinha, a Virgem Maria, indicando que o Negrinho agora
estava no céu. A partir de então, foram vistos vários pastoreios, tocados por
um Neguinho, montado em um cavalo baio.
CURIOSIDADE: Desde aí o Negrinho do Pastoreio ficou sendo o achador das coisas extraviadas. E não cobra muito: basta acender um toquinho de vela ou atirar num cano qualquer naco de fumo.
COBRA HONORATO
Numa tribo da Amazônia, algo inusitado aconteceu uma índia
engravidou de uma cobra grande, uma boiuna, após um banho de rio.
Passados nove meses, a índia deu a luz à duas crianças, na verdade duas
cobrinhas.
As duas cobras cresceram livremente pela mata e pelo rio. Viviam sempre juntas.
Os índios deram-lhe os nomes de: Cobra Honorato (para o menino) e Maria
Caninana (para a menina)
Com o passar do tempo as diferenças entre as duas cobras foram ficando cada vez
mais evidentes. Cobra Honorato era mais forte e bom, nunca fazia mal a ninguém,
sempre estava pronto para ajudar, salvou muita gente de morrer afogada.
Com freqüência, Cobra Honorato vinha visitar a mãe na aldeia. Saia sempre no
meio da noite e sob a luz do luar tirava seu couro de cobra e se transformava
em um bonito rapaz. Ainda pela madrugada, antes do último canto do galo,
Honorato metia-se novamente dentro do seu couro de cobra e mergulhava de volta
no rio, voltando a ser a Cobra Honorato.
Já Maria Caninana era violenta e má. Afundava as embarcações, matava os
náufragos, atacava os pescadores, feria os peixes. Jamais procurou a sua mãe.
Para desfazer o encanto sofrido pela Cobra Honorato, alguém de coragem teria
que encontrar a cobra grande e colocar leite materno em sua boca. Após isso
Honorato se transformaria em homem para sempre.
Muitos com pena de Honorato quiseram tentar desfazer o encanto, mas tinham medo
quando o viam transformado em cobra.
Até que um dia um soldado, que fez amizade com Honorato enquanto estava
transformado em homem, criou coragem e venceu o encanto. Enquanto a cobra
grande dormia ele derramou leite materno em sua boca. Assim o encanto foi quebrado, e Honorato viveu
por muitos anos.
Baseado em : Cobra Honorato, Mauricio de Sousa
A história também foi contada com auxílio de fantoche:
O BOTO
Ao cair da noite na Amazônia, o boto cor-de-rosa deixa os rios e
transforma-se em um lindo e sedutor rapaz, que sai em busca de uma garota para
namorar. Além de galante e sedutor, o boto dança como ninguém e enfeitiça as
meninas indefesas. De madrugada, o namorador volta para o rio, onde se
transforma de novo em boto. Essa é uma lenda contada na floresta amazônica para
explicar por que tantas meninas têm filhos sem pai: são todos filhos do boto.
Durante as duas próximas semanas trabalharemos o folclore brasileiro com nossos alunos.
FOLCLORE:
Todos os povos possuem suas tradições, crenças e superstições, que se transmitem através das tradições, lendas, contos,provérbios, canções, danças, artesanato, jogos, religiosidade, brincadeiras infantis, mitos, idiomas e dialetos característicos, adivinhações, festas e outras atividades culturais que nasceram e se desenvolveram com o povo.
Deve-se lembrar que o folclore não é um conhecimento cristalizado, embora se enraíze em tradições que podem ter grande antiguidade, mas transforma-se no contato entre culturas distintas, nas migrações, e através dos meios de comunicação onde se inclui recentemente a internet.
O curupira é um ser fantástico, que segundo a crença
popular, habita em florestas, sua função é a de proteger as plantas e os
animais, além de punir quem os agredir.
O curupira é descrito como um menino de estatura baixa, cabelos cor de fogo e
pés com calcanhares para frente que confundem os caçadores.
Para proteger os animais, o curupira usa mil artimanhas,
procurando sempre iludir e confundir os caçadores, utilizando gritos, assobios
e gemidos, fazendo com que o caçador pense que está atrás de um animal e vá
atrás do Curupira, e este faz com que o caçador se perca na floresta.
Ao aproximar uma tempestade, o Curupira corre toda a floresta e vai batendo nos
troncos das árvores. Assim, ele vê se elas estão fortes para aguentar a
ventania. Se perceber que alguma árvore poderá ser derrubada pelo vento, ele
avisa a bicharada para não chegar perto.
"Curupira" é uma animação nacional,
dirigida por Humberto Avelar, e financiada pela prefeitura do Rio de
Janeiro. Faz parte de uma coleção chamada "Juro que vi", uma série de
animações sobre personagens do nosso folclore.
O SACI
Representado atualmente pela figura de um menino negro de uma só perna que possui um gorro vermelho na cabeça e traz sempre um cachimbo na boca, o Saci também:
- é um ser que vive nas matas;
- é extremamente misterioso;
- é negro, pequeno e possui apenas uma perna;
- usa um capuz vermelho e um cachimbo;
- só tem três dedos em cada mão;
- possui as mãos perfuradas;
- adora assoviar e ficar invisível;
- fuma em um pito;
- adora fazer travessuras;
- pode, em momentos de bom humor ajudar a encontrar coisas perdidas;
- gira em torno de si feito um pião e provoca redemoinhos;
- pode ser malvado e perigoso;
- adora encantar as criancinhas, e as faz se perder na mata;
O Saci é muito peralta. Adora assustar os animais, prendê-los, criar situações embaraçosas para as pessoas, esconder objetos, derrubar e quebrar as coisas, entre outras danações.
Como escapar do Saci?
Algumas pessoas afirmam que o único meio de driblar o negrinho é espalhando cordas ou barbantes amarrados pelo caminho. Assim ele se ocuparia em desatar os nós, dando tempo da pessoa fugir de sua perseguição. O Saci também tem medo de córregos e riachos, por isso, atravessar um pode ser uma alternativa, pois o Saci não consegue fazer a travessia.
Mas o único meio de controlar um Saci, segundo o mito, é tirando-lhe o gorro e prendendo-o em uma garrafa. Para isso é necessário jogar uma peneira ou um rosário bento em um redemoinho. Só dessa forma se pega um Saci. Uma vez preso e sem o gorro que lhe dá poderes ele fará tudo que for mandado.
O Saci tem um dia em sua comemoração. Em 2005, o governo brasileiro, criou o dia nacional do Saci, que deve ser comemorado dia 31 de outubro.
ASSISTA O SACI:
Da série Juro que vi.
Produção Multirio - Direção Humberto Avelar
IARA:
A Iara é uma lenda do folclore brasileiro, também pode ser chamada de Mãe D'água. Ela é uma
linda sereia que vive no rio Amazonas, sua pele é morena, possui cabelos
longos, negros e olhos castanhos.
A Iara costuma tomar banho nos rios e cantar uma melodia irresistível, desta
forma os homens que a veem não conseguem resistir aos seus desejos e
pulam dentro do rio. Ela tem o poder de cegar quem a admira e levar para o
fundo do rio qualquer homem com o qual ela desejar se casar.
Os índios acreditam tanto no poder da Iara que evitam passar perto dos lagos ao
entardecer.
Segundo a lenda, Iara era uma índia guerreira, a melhor da tribo, e recebia
muitos elogios do seu pai que era pajé.
Os irmãos de Iara tinham muita inveja e resolveram matá-la à noite, enquanto
dormia. Iara, que possuía um ouvido bastante aguçado, os escutou e os matou.
Com medo da reação de seu pai, Iara fugiu. Seu pai, o pajé da tribo, realizou
uma busca implacável e conseguiu encontrá-la, como punição pelas mortes a jogou
no encontro dos Rios Negro e Solimões, alguns peixes levaram a moça até a
superfície e a transformaram em uma linda sereia.
Eu e meu papai foi a história escolhida para essa semana.
As professoras trabalharam os diferentes tipos de famílias e o papel do pai.
Como lembrança para as famílias os alunos fizeram um cartão com uma forma bem diferente...
Confira: