A biblioteca da escola Presidente Vargas procura estimular o hábito e o prazer da leitura, através do contato de seus alunos com os livros e da hora do conto, imergindo-os no mundo da leitura, desenvolvendo imaginação e criatividade. Também busca apoiá-los na aprendizagem e na aquisição de várias aptidões, entre elas autonomia, responsabilidade e criticidade.
Conta a lenda da Erva–Mate que um velho guerreiro guarani
vivia triste em sua cabana pois já não podia mais sair para as guerras, nem
mesmo para caçar e pescar, vivendo só com sua linda filha Yari, que o tratava
com muito carinho, conservando-se solteira para melhor dedicar-se ao pai.
Um dia, Yari e seu pai receberam a visita de um viajante que
pernoitou na cabana recebendo seus melhores tratos. A jovem cantou para que o
visitante adormecesse e tivesse um sono tranqüilo, entoando um canto suave e
triste.
Ao amanhecer, o viajante confessando ser enviado de Tupã,
quis retribuir-lhes a hospitalidade dizendo que atenderia a qualquer desejo,
mesmo o mais remoto. O velho guerreiro, sabendo que sua jovem filha não se
casara para não abandoná-lo, pediu que lhe fosse devolvidas as forças, para que Yari se tornasse livre.
O mensageiro de Tupã entregou ao velho um galho de árvore de
Caá, ensinando-lhe a preparar uma infusão que lhe devolveria
todo o vigor.
Transformou ainda Yari, em deusa dos ervais e protetora da raça Guarani, sendo
chamada de Caá-Yari, a deusa da erva-mate. E assim, a erva foi usada por todos
os guerreiros da tribo, tornando-os mais fortes e valentes.
Quando os espanhóis por aqui chegaram, encontraram os índios
guaranis dóceis e receptivos, já então utilizando uma bebida que sorviam em
cabaças por meio de um canudo, preparada, com folhas de uma árvore nativa da
região – chamada cáa – dizendo que esta lhes havia sido dada pelo deus Tupã. De
imediato os espanhóis adquiriram este hábito e passaram a tomar a erva-mate,
desde os soldados até oficiais, sem distinção de classes sociais.
A erva-mate, tradicional e salutar hábito do Rio Grande do
Sul, é um símbolo da hospitalidade do gaúcho, que oferece sempre a qualquer
visitante. Atualmente, é bebido em uma cuia onde depositamos um pouco de
erva-mate já moída e de onde sorvemos o líquido (água quente sem ferver),
através de uma bomba de metal.
O costume de tomar erva-mate está bastante difundido, tanto
no meio rural como no urbano e faz parte da vida do gaúcho desde o amanhecer
até a noite, quando encerra suas tarefas do dia.
Como aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o 20 de Setembro
O precursor da liberdade
Mostremos valor constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra
De modelo a toda Terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra
Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo
Mostremos valor constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra
De modelo a toda Terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra
A BANDEIRA DO RIO GRANDE DO SUL
A bandeira do estado do Rio Grande do Sul foi elaborada no ano de 1835 e, a partir de 11 de setembro de 1836, começou a ser usada pelos rebeldes que participaram da Revolução Farroupilha (Guerra dos Farrapos).
A bandeira é composta de três faixas diagonais, sendo elas verde (superior), vermelha (meio) e amarela (inferior). A faixa verde representa a mata dos pampas gaúchos, a vermelha simboliza o ideal revolucionário e a coragem do povo e a cor amarela representa as riquezas nacionais do território gaúcho. No centro da bandeira há o brasão do Rio Grande do Sul, onde encontramos os dizeres: República Rio-Grandense, 20 de setembro de 1835. Abaixo do escudo há uma faixa com três palavras: Liberdade, Igualdade, Humanidade.
A Bandeira foi oficialmente adotada pelo decreto estadual nº 5.213, de 5 de Janeiro de 1966, sendo governador, Ildo Meneghetti. Deve-se sua concepção ao farroupilha Bernardo Pires, em trabalho conjunto com José Mariano de Mattos.
O Brasão foi adotado pelo mesmo decreto que instituiu o Hino e a Bandeira do Estado. Acredita-se que foi desenhado originalmente pelo padre Hidelbrando e em arte final pelo Major Bernardo Pires, sendo muito semelhante ao usado na época dos farrapos. O brasão é o mesmo que aparece no centro da bandeira estadual.
CAVALO CRIOLO
O cavalo crioulo é uma raça de cavalos.
Existe o mito que cavalo crioulo se originou dos animais de sangue andaluz e berbere introduzidos no continente americano pelo aventureiro espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca nos primeiros anos após o descobrimento, mais adiante se inicia no que hoje é o Rio Grande do Sul, em 1634, criações com os equinos trazidos pelos padres jesuítas Cristóvão de Mendonça e Pedro Romero. E que paralelamente as criações, alguns que foram se perdendo da comitiva de Cabeza de Vaca durante as suas campanhas na região passaram a se criar livremente nas planícies do conesul do continente americano, vivendo em estado selvagem por cerca de quatro séculos. Nesse período, as duras condições do clima acabaram criando, através da seleção natural, uma raça extremamente resistente a alta amplitude térmica, quanto à seca e à falta de alimento. Normalmente são criados livres, em grandes pastos, e quando chegam à idade adulta são laçados e domados.
É conhecido como sentinela dos campos e é muito estimado pelos estancieiros e fazendeiros.. Rui Barbosa em um discurso proferido em 1914 chamou a ave de o chantecler dos potreiros. Este pássaro curioso, a que a natureza concedeu o penacho da garça real, o vôo do corvo e a laringe do gato, tem o dom de encher os descampados e sangas das macegas e canhadas com o grito estrídulo, rechinante, profundo, onde o gaúcho descobriu a fidelíssima onomatopéia que o batiza.
É conhecido como sentinela dos campos e é muito estimado pelos estancieiros e fazendeiros.. Rui Barbosa em um discurso proferido em 1914 chamou a ave de o chantecler dos potreiros. Este pássaro curioso, a que a natureza concedeu o penacho da garça real, o vôo do corvo e a laringe do gato, tem o dom de encher os descampados e sangas das macegas e canhadas com o grito estrídulo, rechinante, profundo, onde o gaúcho descobriu a fidelíssima onomatopéia que o batiza.
É um arbusto perene que atinge cerca de um metro de altura e que na região sul costuma florescer no mês de março. As flores são amarelas, com cerca de um centímetro de diâmetro, florescendo em pequenos cachos. As folhas são finas e de cor verde-claro, meio acinzentada, que se destaca do restante da vegetação do campo.
Na região sul do Brasil as flores da macela costumam ser usadas pela população como estofo de travesseiros para os bebês, por se acreditar que tenha efeitos calmantes.
As flores têm um aroma agradável e a infusão destas ou de suas folhas supostamente alivia dores de cabeça, cólicas e problemas estomacais.
Especificamente no Rio Grande do Sul há a tradição de colheita da macela na Sexta-Feira Santa, antes do sol nascer; pois acredita-se que a colheita nesse dia traga mais eficiência ao chá das flores.
O chimarrão (ou mate) é uma bebida característica da cultura do sul da América do Sul. É um hábito legado pelas culturas indígenas quíchuas, aimarás e guaranis. É composto por uma cuia, uma bomba, erva-mate moída e água morna.
Churrasco é o nome dado ao prato feito a base de carne in natura ou processada, assada sobre fogo ou brasas, com a utilização de estacas de madeira ou metal — chamados de espetos — ou de grelhas.
Na América do Sul, a primeira grande área de criação de gado foi o pampa, uma extensa região de pastagem natural que compreende parte do território do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, além da Argentina e Uruguai. Foi ali que os vaqueiros, conhecidos como gaúchos, tornaram o prato famoso e típico.
O nome popular de “Brinco de Princesa” é dado à
planta graças às belas flores que ficam pendentes como os brincos delicados que
são utilizados pelas mulheres gaúchas.
Trata-se de uma planta nativa da América Central e Sul, com
ramagem e flores pendentes em forma de sino, onde tanto as pétalas quanto as
sépalas possuem cores variadas e contrastantes como vermelho, azul, violeta,
branco e rosa.
O “Brinco de Princesa”, foi indicado como a flor que
simboliza o Rio Grande do Sul por sua admirável beleza, facilidade de cultivo e
potencial paisagístico, pois adapta-se com facilidade aos ambientes, suportando
inclusive o frio e a geada que caracterizam o inverno gaúcho, além de serem
muito visitadas pelos beija-flores em seu período de floração.
Assim, pode-se dizer que o “Brinco de Princesa” se
assemelha ao povo gaúcho, resistindo às intempéries sem perder a beleza e a
elegância que caracterizam os habitantes desse Estado.
INSTRUMENTO MUSICAL GAITA
“A gaita, instrumento que fica junto ao peito e pulsa junto
com o coração as mais belas melodias que representam o Rio Grande”. A frase,
dita pelo professor de acordeon Jefferson Oliveira, remete a simbologia que une
o povo gaúcho as suas origens.
A gaita como símbolo
instrumental do gaúcho, homenageando inúmeros gaiteiros de todo Estado, e
resgatando a história de um instrumento que faz parte da história musical do
Rio Grande do Sul, e que está presente na maioria das composições
regionalistas.
A estátua do
Laçador (ou monumento ao Laçador) é um monumento da cidade
de Porto Alegre. É a representação
do gaúcho tradicionalmente pilchado (em trajes típicos) e teve como
modelo o tradicionalista. Foi tombada como patrimônio
histórico em 2001 e, em 2007, foi transferida de seu local
antigo, o largo do Bombeiro, para o sítio O Laçador para permitir a construção
do viaduto Leonel Brizola.